A inimiga dos presidentes dos EUA
De um endereço nobre, em Washington, ela mantém, há 25 anos, uma militância barulhenta contra a Casa Branca e as atrocidades da guerra.
Nunca ninguém protestou tanto. Faz 25 anos que esta manifestante solitária protesta todo dia, em frente à Casa Branca, em Washington. Desde 1981, a vizinha indesejada dos presidentes levanta a voz: ‘Parem com a loucura nuclear’. Aos 60 anos de idade, a espanhola de nascimento, naturalizada americana, quer chamar atenção do mundo para o perigo das armas nucleares. A causa já não mobiliza tanta gente, mas para ela, a batalha começa de novo todo dia. Desde que ela iniciou o protesto diante da Casa Branca, quatro presidentes já ocuparam o cargo. Em uma cabana precária, ela usa uma arma que faz barulho: a voz. Todo mundo que passa por ali, houve a manifestante atacar o presidente americano. “Bush mente”, diz ela. “A Casa Branca de Bush é uma arma de destruição em massa”, completa.
Ela diz que é perigoso passar o tempo todo em uma cabana em frente à Casa Branca, mas que o maior perigo do mundo é a Casa Branca. Ela não quer mais guerra: a humanidade quer casa, trabalho, saúde e educação.
A manifestante solitária precisa obedecer às regras. “Durmo sentada, o regulamento me impede de deitar aqui. Não posso me afastar da minha base. Vivo completamente fora do sistema. Não tenho cheque, não tenho Previdência Social”, diz ela. A inimiga pública dos presidentes americanos vive da venda de panfletos, freqüenta a casa de uma amiga, de onde acessa a internet. A palavra é livre diante da Casa Branca, mas agentes vigiam discretamente os movimentos da manifestante incansável. “É uma vergonha. Em todo este tempo em frente à Casa Branca, nunca um presidente veio me ver ou mandou alguém falar comigo”, diz ela. Ao saber que a reportagem iria ao ar no Brasil, a manifestante solitária pediu para mandar uma mensagem a presidente Lula: “Minha mensagem é: não mande tropas para apoiar os EUA no Iraque”. O protesto que não acaba nunca.
Ela diz que é perigoso passar o tempo todo em uma cabana em frente à Casa Branca, mas que o maior perigo do mundo é a Casa Branca. Ela não quer mais guerra: a humanidade quer casa, trabalho, saúde e educação.
A manifestante solitária precisa obedecer às regras. “Durmo sentada, o regulamento me impede de deitar aqui. Não posso me afastar da minha base. Vivo completamente fora do sistema. Não tenho cheque, não tenho Previdência Social”, diz ela. A inimiga pública dos presidentes americanos vive da venda de panfletos, freqüenta a casa de uma amiga, de onde acessa a internet. A palavra é livre diante da Casa Branca, mas agentes vigiam discretamente os movimentos da manifestante incansável. “É uma vergonha. Em todo este tempo em frente à Casa Branca, nunca um presidente veio me ver ou mandou alguém falar comigo”, diz ela. Ao saber que a reportagem iria ao ar no Brasil, a manifestante solitária pediu para mandar uma mensagem a presidente Lula: “Minha mensagem é: não mande tropas para apoiar os EUA no Iraque”. O protesto que não acaba nunca.
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