A grande desonestidade do caso é que a militância, em larga medida, comparou Bolsonaro a Lula, equiparando-os em termos de ética e moralidade. Isso é conveniente ao discurso petista, pois, na percepção do eleitor brasileiro médio, “todos são igualmente corruptos”, ao passo que a grande marca de Jair é que ele seria incorruptível. O eleitorado costuma se levar mais por narrativas que por fatos, e narrativas o PT sabe criar muito bem. Afinal, igualar um político como Bolsonaro – que, ao menos até o presente momento, nem sequer possui uma investigação administrativa contra si por lavagem de dinheiro – a Lula, condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro e réu em meia dúzia de ações penais, só faz sentido no universo petista.
Ainda assim, não foi a grande imprensa que comparou ambos, foram os eleitores de Lula e parcela de militantes contrários a Bolsonaro, que já não votariam nele de qualquer forma. Vale dizer que a vida de todos os candidatos à presidência precisa ser revirada e investigada a fundo. O período pré-votação é o momento em que devemos testar os políticos, e é natural que quem venha se destacando nas pesquisas eleitorais atraiam maior atenção da mídia. Além disso, centenas de escândalos de corrupção foram revelados inicialmente pela imprensa – e não pelo Ministério Público ou Polícia Federal. Não à toa, mais de 90% dos brasileiros consideram a mídia como um instrumento anti-corrupção.
De fato, parcela da imprensa de fato é tendenciosa com Jair Bolsonaro, mas como mandatário de um cargo público e presidenciável que é, ele não pode se furtar a prestar esclarecimentos à sociedade sobre quaisquer questões que sejam levantadas, e isso inclui não selecionar a quais veículos responder.
sexta-feira, 31 de agosto de 2018
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário